Dilma se diz indignada e ataca Cunha; leia pronunciamento na íntegra

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Em um pronunciamento de três minutos em cadeia nacional, a presidente Dilma Rousseff afirmou que recebeu com indignação a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de abrir processo de impeachment contra ela. Ela lembrou que seu mandado foi conferido democraticamente pelas urnas e, sem citar nomes, atacou Cunha.

“Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim, não paira contra mim nenhuma suspeita e desvio de dinheiro público”, afirmou. A presidente disse ainda que o processo é inconsistente e que confia no seu “justo engavetamento”.

Leia o pronunciamento na íntegra

“Eu dirijo agora uma palavra de esclarecimento a todas as brasileiros e a todos os brasileiros. 
No dia de hoje, vocês viram, foi aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de lei que atualiza a meta fiscal, permitindo a continuidade dos serviços públicos fundamentais para todos os brasileiros.
Ainda hoje, eu recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados  de processar o impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro.
São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam este pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim. Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais.
Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses. Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública. 
Nos últimos tempos e, em especial, nos últimos dias, a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha dos votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara dos deputados. Em troca, haveria o arquivamento dos pedidos de impeachment. Eu jamais aceitaria ou concordaria quaisquer tipo de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a Justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública.
Tenho absoluta convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência desse pedido, bem como quanto a seu justo arquivamento. Não podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalarem a democrática e a estabilidade de nosso país. Devemos ter tranquilidade e confiar na nossas instituições e no estado democrático de direito. Obrigado a todos vocês e muito boa noite.”

 

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