Fim do pagamento de auxílio emergencial preocupa moradores de Brumadinho

Benefício passou a ser pago a todos os moradores em abril, em decorrência do rompimento da barragem de Córrego do Feijão.

Moradores e comerciantes de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão preocupados com o fim do auxílio emergencial, que começou a ser pago pela Vale a partir de abril. Em janeiro, a mineradora, responsável pela barragem que se rompeu e matou 270 pessoas, não será obrigada mais pagar um salário mínimo por mês para adultos, meio para adolescentes e 1/4 para crianças.

Um salão de beleza da cidade disse que o movimento do salão chegou a aumentar 40% no início dos pagamentos. “Agora, já diminuiu 20%”, disse a proprietária, Rosângela Cristina.

As lojas que vendem materiais de construção viram o faturamento crescer porque muitas casas precisaram de reformas depois do desastre. “É um dinheiro a curto prazo, que futuramente a gente não vai saber falar como vai ser”, afirmou o gerente de uma loja Alef Pedrosa.

A arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu no primeiro semestre. Mas os setores que eram as pilastras da economia da cidade – turismo e produção de minério e de hortaliças – se recuperam lentamente.

Já o mercado imobiliário não viu crise. “O pessoal tem comprado sítio, casas, tem comprado chácaras para construir e imóveis para investir”, disse Sérgio Eduardo Ribeiro, dono da imobiliária.

Postos de trabalho também não faltam na cidade. “Infelizmente, aconteceu o desastre aqui, que abriram vagas relacionadas ao meio ambiente. E a gente veio em busca”, disse a auxiliar de administração Karina Elisa Ataíde.

Ana Cláudia pediu demissão depois que começou a ganhar o auxílio emergencial, mas prevendo o fim em janeiro, está em busca de nova ocupação. “A cidade, ela realmente precisa desse auxilio, porque depois se acabar vai ser muito difícil, vai ser mais uma tragédia pra gente”, disse.

A Justiça marcou uma nova audiência em novembro, para discutir a prorrogação dos pagamentos emergenciais.

Fonte: G1

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