Veja os trechos de estradas fechados por caminhoneiros no 2º dia de protestos

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Em protesto contra a alta do diesel no país, os caminhoneiros continuam parados nas principais rodovias que cortam Minas Gerais.  De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as manifestações acontecem nesta terça-feira (22) nas BRs 040, 116, 251, 262, 365 e 381.

Na BR-262, em Juatuba, na região metropolitana de Belo Horizonte, os caminhoneiros protestam na altura do KM 368, próximo ao entroncamento com a MG-050. Os manifestantes liberaram apenas uma faixa em cada sentido da rodovia, e permitem a passagem de veículos pequenos como carros e motocicletas, caminhões carregados com medicamentos, que apresentem notas fiscais, ambulâcias e veículos com carga viva.

“Nós só vamos sair daqui quando o Michel Temer (presidente) resolver a situação. Precisa baixar o preço dos combustíveis. Estamos passando frio, mas contamos com a ajuda dos moradores da região, que deram pneus para a gente queimar. Carga viva ainda está passando, mas não descartamos parar esses veículos. Afinal, eles também usam combustíveis”, contou um dos caminhoneiros, Roberto Gomes.

Escolta armada

Durante o período em que a reportagem de O TEMPO esteve em Juatuba, um caminhão chegou a passar com escolta armada.

Um dos seguranças da carga desceu do veículo de passeio que estava na frente do caminhão e conversou com os manifestantes. Logo depois, seguiram viagem.

Os outros caminhoneiros que tentaram passar foram abordados pelos manifestantes e tiveram que parar na rodovia.

“Saí de Contagem ontem e ia ficar em Juatuba mesmo. Assim que passei por aqui fui abordado por outros caminhoneiros. Já avisei minha família que não sei quando volto para casa”, contou o motorista Jacinto Soares, de 59 anos.

Igarapé

Na BR-381, em Igarapé, também na Grande BH, a manifestação registra uma maior adesão dos caminhoneiros, que ocupam o acostamento.

“A gente aguarda uma resposta do governo. Fica praticamente impossivel trabalhar assim. O custo da viagem, que era de 40%, está 60%. Além do combustível, também temos outros gastos, como pneus”, afirmou o caminhoneiro Wilson André.

Durante o protesto, o grupo procura formas de organização para o descanso e alimentação. “Fazemos um sistema de revezamento. Quem passa a noite acordado dorme durante o dia. Também temos aqui lanches, água, almoço e janta para os caminhoneiros”, afirmou André.

 

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