Inflação avança 1,78%, mas mensalidade de medicina sobe até 20%

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Mesmo diante de uma inflação de 1,78% no acumulado deste ano até setembro, as faculdades de medicina da capital promoveram reajustes de até 20% em apenas seis meses. No primeiro semestre de 2017, a mensalidade do curso da Faculdade de Ciências Médicas era de R$ 5.643, segundo o site Mercado Mineiro, e subiu para R$ 6.772, no segundo semestre, alta de 20%.

O preço na Ciências Médicas, porém, está entre os menores da cidade, uma vez que a mensalidade pode ser de R$ 7.254,50, como ocorre na Faminas.

Já no primeiro semestre de 2018, o valor na Ciências Médicas será de R$ 7.042, aumento de 24,7% em um ano, enquanto na Faminas, que tem aulas em período integral, ele chegará a R$ 7.995,18, acréscimo de 10,2% frente ao semestre passado. Os aumentos para o próximo ano estão acima do indicado pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), que variou entre 4% e 8%. O menor reajuste (5,4%) foi no curso de medicina da Uni-BH, onde a mensalidade no início deste ano era de R$ 6.967 e vai para R$ 7.350 em 2018.

Na PUC Minas, a preocupação com futuros aumentos levou os alunos a marcarem uma manifestação para esta sexta-feira (10), na unidade de Betim, onde o curso é ofertado. Procurada, a PUC não se pronunciou.

Fies. Outra dificuldade que os alunos de medicina da capital estão enfrentando é a queda na aprovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do governo federal. Neste ano, uma mudança na política do Fies fixou teto de R$ 30 mil por semestre, ou R$ 5.000 por mês, que não cobrem as mensalidades. O número de pedidos aprovados também caiu. Segundo a Faminas, em 2015 cerca de dez contratos eram aprovados por semestre, número que baixou para três em 2017.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que o teto foi adotado para melhorar a “gestão do Fies, que estava com taxa de inadimplência de 46,4%”. Ainda de acordo com o MEC, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) “identificou rombo no Fies e apontou um ‘descalabro’ na gestão do Fundo”.

Futuro. O Fies foi submetido à auditoria do Tribunal de Contas da União. Na ocasião, técnicos alertaram que gerações futuras poderiam ter dificuldade para bancar seus estudos.

 

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