Juiz afirma que bloqueador de celular não funciona na Nelson Hungria

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O bloqueador de celular instalado no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em 2014, não está funcionando. De acordo com o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Vara de Execuções Criminais da comarca de Contagem, o aparelho está apresentando defeito.

“Não é uma denúncia, é uma constatação. O bloqueador não está funcionando. Pelo o que podemos apurar, quando esse bloqueador foi instalado ele não era para as novas tecnologias. A secretaria já está trabalhando na resolução do problema, e nos garantiu quem em menos de um ano será resolvido”, detalhou.

Conforme o magistrado, telefones continuam a ser apreendidos dentro da unidade prisional, mês a mês. “Atualmente, em média, apreende-se uns 15 celulares por mês na Nelson Hungria. Mas este número já foi maior. Mesmo com esse defeito, o bloqueador diminui bastante a incidência desse problema. Antes se apreendia mais de 50 celulares por mês no presídio”, lembrou.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que o bloqueador da Nelson Hungria custou R$ 1,6 milhão aos cofres estaduais. Além disso, garantiram que providências estão sendo tomadas para a substituição do aparelho por um com tecnologia mais avançada. “A Seap está em fase final de procedimento para o processo de compra”.

Além do presídio de Contagem, há bloqueador de celular no Complexo Penitenciário Público Privado, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital; na Penitenciária Francisco Floriano de Paula, em Governador Valadares; e na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, as duas últimas cidades na região do Rio Doce.

 

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